8.8.08

[ALGUM PUDOR]


Acho que a câmera é um objeto muito frio, científico, imóvel, que só mexe se alguém puser algo lá dentro.
Entre o diretor e o ator (ou um objeto), eu acredito num certo equilíbrio feito por alguma distância.

Distância que é feita por algum pudor.
O filme com mais pudor que eu já fiz foi No Quarto da Vanda, apesar de tudo.
Eu dependia muito de um acordo não verbal entre eu e aquelas pessoas e isso tinha a ver com a distância.

Uma distância clara que era a distância da câmera, a distância que eu estava deles.
Não sou o tipo de cineasta a quem interessa saber o que o ator sente quando está filmando.

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Entrevista a Pedro Costa (fragmento)


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3 comentarios:

iris de oliveira dijo...

É com grande alegria que encontro este blog!
beijos,

Iris

Á. dijo...

seja bemvida, Iris!

Guel dijo...

Sabe, cinema é algo que transcende a criação literária... vou te ver na segunda lá na Biblioteca... visite meu blog... http://amazonavirtual.blogspot.com
Aí vai ser fácil me reconehcer na platéia...
Um grande abraço!

Guel Pinna

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